quinta-feira, 6 de março de 2014

Interdito na minha cozinha: Colas e afins



  in http://caroldaemon.blogspot.pt/2013/09/refrigerante-caseiro.html                                                                  


Outro produto proibido na minha cozinha são os refrigerantes, principalmente as Colas. Por onde começar a lista dos malefícios destes produtos? Melhor será enumerar as vantagens de os consumir: nenhuma! Estão a ver? Bem mais fácil e simples...embora pouco informativo, por isso, aqui vai: 
Os refrigerantes provocam osteoporose, devido ao aumento da acidez do sangue provocado pelo ácido fosfórico presente neste tipo de bebidas. O organismo para neutralizar a acidez utiliza o cálcio dos ossos. Este componente também prejudica as funções renais e musculares provocando o envelhecimento precoce.
Os refrigerantes provocam diabetes, doença cardiovascular, cáries, obesidade (nomeadamente infantil) e insónias (alteração do ciclo circadiano) devido às quantidades elevadas de açúcar. Também estão associados ao aumento da pressão arterial devido à cafeína (ainda hoje estou para perceber a lógica das pessoas que não dão café, e muito bem, às crianças e depois dão Colas e afins...).
Os refrigerantes possuem aditivos químicos (para dar cor à bebida) que são tóxicos para as células e provocam cancro (nomeadamente cancro do cólon). A lista não fica por aqui mas estes parecem-me os mais importantes. 
Eu já fui consumidora acérrima de refrigerantes mas felizmente fiquei atenta aos sinais que o meu corpo deu e decidi parar. Há anos que não consumo Colas (e afins) e raramente bebo outro tipo de sumos (e muito menos o fazem as minhas filhas). Quando quero beber sumo faço de fruta natural ou limonada que sabem mesmo bem e com a garantia que não me deixam doentes.
Mas a primeira frase deste post, infelizmente, não é totalmente verdadeira: quando tenho festas em casa abro uma exceção e compro duas garrafas de refrigerantes. Faço-o porque, enquanto anfitriã, entendo que tenho obrigação que os meus convidados, que consomem este tipo de produto, se sintam bem em minha casa. Se calhar é pouco coerente da minha parte mas faço-o. No entanto, privilegio a oferta de sumos naturais, limonada e ice-tea caseiros, etc. E querem saber da melhor? Destes sumos não fica nem uma gota e as garrafas de refrigerantes (que nunca são mais do que duas) ficam a meio. Sem dúvida que é um bom sinal!
Nada do que eu digo aqui é novo. E apesar de não ter descoberto a roda, quando leio que a idade média das crianças portuguesas provarem os primeiros refrigerantes é aos 18 meses (estudo realizado em junho de 2013), percebo que a informação é importante e deve continuar a circular.

terça-feira, 4 de março de 2014

Estamos todos a precisar deste post



O estado do tempo influencia em muito o meu estado de espírito. O contacto com a natureza é essencial para a minha sanidade mental. Cresci no meio da natureza e ao fim de alguns anos a viver no centro de uma cidade (ainda que consideravelmente pequena) percebi que era importante voltar para o meio rural, ainda que de fácil acesso à cidade para a rotina diária (escolas, emprego, etc.). A busca desse equilíbrio e o querer proporcionar às minhas filhas o contacto diário e direto com a natureza, o simples prazer de poder brincar no jardim com todas as surpresas e emoções que isso oferece, foram as principais razões para termos optado por uma casa com jardim, no campo. Ainda foram algumas pessoas que tentaram dissuadir-nos da nossa decisão mas até hoje e já lá vão quase quatro anos, não nos arrependemos da nossa decisão, muito pelo contrário. Na minha procura para um estilo de vida saudável, a par com os hábitos alimentares, esta decisão foi a mais importante, não só para mim mas para toda a família. Claro que implicou uma série de ajustes no nosso modo de vida (desde o conviver com espécies animais que fugiria, há uns anos, a sete pés e que nos obrigou a colocar redes mosquiteiras para não termos visitas indesejadas dentro de casa, a ter de comprar um gerador devido aos cortes de energia mal o vento começa a soprar, até aos imprevistos causados pela fossa sética que até vivermos cá nem sabia muito bem o que isso era) mas tudo o resto, nomeadamente os rituais que as mudanças de estações nos proporciona, compensa os ajustes que foram (e vão sendo) necessários (isso dará outro post).
Este Inverno tem sido complicado (já o ano passado foi), meses de chuva e dias sombrios refletem-se no meu estado de espírito e o não poder estar no jardim a tratar ou a contemplar as flores, a horta ou simplesmente esticar-me à sombra do Chorão começa a ter efeitos no meu humor (penso que no humor de todos). Já nem sei com que cara digo às miúdas “Não se corre dentro de casa!”, porque sei que não podendo esticar as pernas no jardim, elas têm de extravasar as energias dentro de casa. Digamos que começo a ter uma visão distorcida da vida: a aumentar a magnitude dos problemas do quotidiano e a não ver as coisas boas que tenho (e sei que são muitas). 
E hoje, para não variar, foi mais um dia de chuva, de rajadas de vento repentinas que nos fazem ter medo de sair à rua. No entanto, foi também foi um dia de súbitas abertas em que o sol lembrava, de repente, que qualquer dia vem para ficar dando-nos dias de prazer, nos quais sentimos que vale mesmo a pena viver. Foi numa dessas abertas que eu dei uma escapadela ao jardim para respirar fundo e perceber que contra todas as probabilidades já há indícios de primavera, que a vida continua e segue o seu ciclo normal.



As hortênsias (ou novelos como chamam na Madeira) já estão a rebentar com a nova folhagem.



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 E no Chorão, árvore que marca a identidade da nossa casa, já estão a aparecer as folhas que na primavera e no verão nos dão uma sombra deliciosa.

Estas foram as fotos que eu consegui tirar na minha escapadela ao jardim porque escusado será dizer que, pouco tempo depois, voltava a chover torrencialmente.