quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Anita vai ao mercado e aprende coisas novas



Ontem foi dia de mercado. Como já disse anteriormente, costumo fazer as compras dos frescos num mercado biológico que decorre às terças e aos sábados. Nesses dias, sempre que eu chego a casa venho com um sorriso nos lábios e com uma vontade de colocar tudo na panela de tão frescos que os produtos estão.
Ontem atrevi-me a tirar à socapa, confesso, fotos de algumas bancas:



Para além destes produtos que consegui fotografar existem outros: compotas, ovos, pão, polpa de tomate caseiro, etc. O ambiente no mercado é sempre muito agradável e familiar: os vendedores partilham informações entre si, com os clientes e estes, por sua vez, começam a conversar, também, uns com os outros à medida que as caras começam a ser familiares (ou não). Tenho aprendido muito nas minhas idas ao mercado biológico e este é um aspeto importante do modo de produção biológica e da agricultura sustentável, algo que nunca terei num grande supermercado.
 Ontem não foi diferente: para além de ter estado à conversa com uma das vendedoras sobre a melhor altura para semear abóboras (quero experimentar este ano na minha horta) e qual o melhor procedimento para secar as sementes, uma cliente falou-nos sobre um workshop que iria fazer no qual irá confecionar um risotto de urtigas. Pareceu-me uma excelente ideia e já há algum tempo que quero experimentar esta erva nos meus pratos atendendo aos seus benefícios para a saúde. Uma outra vendedora prontificou-se logo em trazê-las para a próxima semana. Estou ansiosa por isso...
Quando chego a casa fico sempre desejosa por começar a cozinhar e às vezes até tenho dificuldade em selecionar o que não vou fazer para a refeição tal é o aspeto dos produtos. Assim ficou a minha banca da cozinha quando retirei os produtos dos sacos de compra:


Como ainda tinha arroz com feijão azuki do dia anterior (e eu aproveito sempre as sobras), acabei por fazer uma sopa de couve para o jantar e cozi uns brócolos, servidos com um fio de azeite no final (ficaram excelentes), para acompanhar o arroz.
Ainda tive tempo para tirar as sementes da abóbora e pô-las a secar como me dissera a senhora que ma vendeu. Hoje de manhã estavam como podem ver na foto e já foram colocadas num frasco em local escuro à espera do mês de abril, altura certa para serem semeadas:





Bem, eu não sou a Anita como sugere o título deste post, mas não tenho dúvidas que na maioria das vezes que vou ao mercado biológico aprendo algo novo e importante para a minha alimentação e consequentemente, para a minha saúde. Venho de lá com as energias renovadas e com um uma vontade enorme de cozinhar bem e comer ainda melhor.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Refeição vegetariana: remissão de um mau fim-de-semana

Abusámos da carne vermelha ao longo do fim-de-semana. Mea culpa, tendo em conta que eu é que sou a cozinheira. Fiz um rolo de carne com o resto do recheio de frutos secos do natal que congelei e acabou por dar um rolo enorme... Ainda pensei em congelar mas como o recheio já tinha sido congelado tive receio e então comemos rolo de carne o fim-de-semana todo. No entanto e como já referi anteriormente, tenho tentado reduzir o consumo de carne vermelha e faço algumas refeições durante a semana sem qualquer tipo de carne. Então, para redimir-me do fim-de-semana, decidi fazer para o jantar de ontem uma refeição vegetariana. Optei pelo arroz com feijão azuki, com lentilhas e tâmaras: um arroz de inspiração marroquina que foi cozinhado com os seguintes ingredientes:

 


Acabei, depois, por não colocar as lentilhas. O arroz já tinha muitos ingredientes e uma boa fonte de proteína, o feijão azuki. Exagerei na proporção do feijão e ficou mais feijão com arroz do que arroz com feijão (ainda tenho alguma tendência em colocar muito feijão a demolhar e esqueço-me que depois de demolhadas as leguminosas aumentam e rendem bastante).
Apesar dos percalços ficou muito bom, sentíamos bem o sabor das especiarias (acrescentei ainda um pouco de cravinho e caril em pó) especialmente o gengibre. Usei, também, a rama das cenouras juntamente com os coentros e a salsa como aromáticas, no final da cozedura. Não tirei foto do resultado final porque entretanto as miúdas saíram do banho, o caos instalou-se na cozinha e não houve tempo para fotos mas à exceção da mais velha (que atravessa uma fase complicada em termos de comportamento à mesa) todos repetiram o prato.