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sábado, 19 de abril de 2014

Só para dizer que...



 Está tudo preparado para o almoço de Páscoa de amanhã: o borrego, criado num pasto biológico em Tondela, já está temperado com muito azeite, ervas aromáticas que comprei hoje no mercado biológico e da minha horta, legumes (cebola, alho e alho francês), cominhos, caril, laranja, vinho branco e mel (dos bons!)... o sal só amanhã para não secar. Sobremesa? Um bolo de chocolate, sem glúten e sem açúcar, claro! Para a semana conto-vos tudo, por isso, fiquem atentos. Feliz Páscoa!

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Salada primaveril


 Neste fim-de-semana de sol finalmente reuniram-se todas as condições para estrear as saladas. Desde há algum tempo que deixei de comer saladas no outono e inverno: quando comecei a comprar produtos de época e a frequentar os mercados, deixou de fazer qualquer sentido comprar alface, tomate e outros legumes fora do seu tempo normal. Aliás nunca fez sentido para mim comer este tipo de prato no tempo frio mas como toda a gente o fazia (ou pelo menos a grande maioria, nomeadamente nas escolas, cantinas, etc.) nunca me questionei porque é que simplesmente não me apetecia comer saladas fora da primavera e do verão. Achava simplesmente que se tratava de um capricho meu e muitas vezes o que acontecia era comprar os produtos e eles acabarem por se estragar no fundo do frigorifico, esquecidos, porque adiava a sua confeção. Quando comecei a pesquisar mais sobre alimentação saudável, a ter esse cuidado nas compras e a ficar mais atenta aos produtos de cada época percebi que não era capricho nenhum mas sim a reação normal à ideia de comer um produto (muitas vezes de má qualidade) que não deveria ser consumido nessa altura (eu sei, pode parecer estranho mas nós tendemos a ignorar sinais do nosso corpo, simplesmente porque o convencional é fazer de outra forma).
Neste sentido nas estações frias privilegio os legumes cozidos, assados ou até grelhados para acompanhar as nossas refeições, nas estações mais quentes as saladas frescas. Esta mudança trouxe-me a expetativa pela chegada de determinado produto e a satisfação de saber que uma nova época está a chegar: é o quebrar da rotina culinária e alimentar que se instalou nos meses anteriores e o começo de um novo ciclo.
Nesta altura o mercado começa a ficar cheio de diversos tipos de alface, rúcula, raízes e embora os tomates e os pepinos ainda não tenham chegado, achei por bem começar a comer saladas. Com o calor deste fim-de-semana apeteceu mesmo! Cheguei do mercado com o saco cheio e por isso nesta minha primeira salada do ano incluí:
Cenouras baby e um pouco da própria rama (muito saudável mas com um sabor intenso e por isso tem de ser usada com cautela)
 

Beterraba, que estava linda, fresca e tenra...



Vários tipos de alface: roxa, rúcula e um outro tipo que não vos sei identificar; aliás, a própria vendedora também não me soube dizer o nome (se alguém souber diga-me por favor, parece-me um género de chicória mas não tenho a certeza). Tem um travo picante muito agradável e interessante, para além de ser muito bonita:




A couve pak choy também fez parte desta salada primaveril. Foi uma descoberta recente que fiz no mercado biológico e confesso que a trouxe um pouco a medo: a vendedora dissera-me que era ótima crua porque para além de ser um tipo de couve muito tenra, possui um sabor muito suave (um pouco entre alface e a couve). Tinha toda a razão: já a tinha experimentado crua como acompanhamento e percebi que ficaria muito bem numa salada. É, de facto, muito tenra, suculenta e muito agradável ao paladar. A partir de então tenho trazido sempre:



Deitei ainda pastinaca e espargos assados previamente e que fizeram toda a diferença na salada (descobri que afinal gosto de espargos, mas isso dará um outro post que este já vai longo). E o resultado final da salada foi este:

Acompanhou muito bem uns bifes Barrosã que o meu marido grelhou na brasa, temperados apenas com umas pedras de sal (porque carne de qualidade não precisa de grandes temperos). Quando chegou à mesa e viu a taça com a salada disse: "Acho que fizeste muita salada", mas no final, foi isto que restou...





sexta-feira, 21 de março de 2014

Estreia de Jamie Oliver Fowl Dinners


 ESTREIA ‘JAMIE OLIVER FOWL DINNERS’
 Hoje não vou falar de comida saborosa e com bom aspeto. Não vou colocar nenhuma foto de comida apetitosa. Inicialmente este blog não era suposto tornar-se num blog de culinária (lembram-se?) mas sobre hábitos de vida saudável, nos quais a alimentação acaba por ter um papel de destaque. Mas embora tenha evoluído para a apresentação de pratos e receitas, não me esqueci de que quero colocar, também, em cima da mesa questões muitas vezes desagradáveis e polémicas sobre maus hábitos, nomeadamente no que à alimentação diz respeito.
Por isso hoje venho falar-vos de um programa que o 24 Kitchen estreou esta semana: Jamie Oliver Fowl Dinners, no qual Jamie Oliver procura mostrar e alertar para as condições que as galinhas vivem quando são produzidas intensamente, para que os preços de venda ao consumidor possa ser muito baixo, por parte das grandes cadeias de supermercados (eu própria já falei sobre este tema aqui). Não só alerta para estas questões (des)humanas, como para a (pouca) qualidade das galinhas, ovos e produtos que resultam dos mesmos. 
Eu devo confessar que houve partes que não consegui ver e tive de passar à frente. E até confesso que me pareceu que o Jamie Oliver, desta vez, terá ido longe de mais quando gasificou uma série de pintainhos machos, num jantar de gala organizado especialmente para o programa, para demonstrar o que acontece aos mesmos na produção de galinhas poedeiras. Por outro lado sei que, ainda assim, a mensagem não chegará a muito(a)s e o problema está longe do fim... Parece-me que é um programa que todo(a)s deveriam ver para saberem exatamente o que estão a comer e o preço (elevado, muito elevado), dos seus hábitos de consumo. 
Porque hoje é o 1º dia da Primavera e este blog tem um ligeiro cheiro a celta (a começar pelo título), não resisti em deixar este alerta para o respeito e dignidade que todas as formas de vida deveriam ter. Quartas-feiras às 21h25.