domingo, 13 de abril de 2014

Quando o sol aparece e o tempo abranda



Se é verdade que a cozinha ocupa uma boa parte do meu tempo (como a maioria das mães de duas crianças pequenas), também é verdade que quando o sol não faz cerimónia, como foi o caso de ontem e principalmente no início da primavera, eu procuro aproveitar para pôr ordem no jardim e na horta. Nestes dias conseguimos fazer muita coisa, o tempo parece que é menos implacável e o relógio parece abrandar: vamos ao mercado, faço almoço e ainda há tempo para um passeio a pé antes de deitar as miúdas para a sesta. Pelo caminho apercebemo-nos que as cerejeiras já estão em flor e começamos a sonhar com a chegada dos frutos vermelhos que está para breve.
 

No outono e no inverno o jardim fica em auto-gestão. Tudo está adormecido, despido e sem o esplendor  de outrora. Mas quando a temperatura sobe é extraordinário como a natureza de repente ganha vida e cor novamente: curiosamente eu só tive esta perceção real quando passei a morar no continente. Tendo nascido e crescido numa terra de clima ameno, sem grandes amplitudes de temperatura e onde as plantas estão quase sempre viçosas o ano todo, não tinha esta perceção tão presente da passagem das estações.
Isto é tudo muito bonito e até idílico mas a verdade é que para termos um jardim minimamente apresentável, o trabalho não é pouco nesta altura do ano: com a chegada das temperaturas amenas as flores começam a aparecer viçosas e o jardim ganha cor mas é também nesta altura que começam a aparecer as moléstias, para não falar das ervas invasoras: as danadas das daninhas...
As minhas Roseiras embora estejam cheias de botões prontos a abrir (estou mesmo ansiosa para ver como ficarão quando florir) também estão carregadinhas de um piolho branco que temo que poderá comprometer a sua floração. Por outro lado, a minha sebe Escallónia que plantámos há uns três anos para dar-nos alguma privacidade no pátio da frente  e que desesperamos para que cresça desde então, apanhou um ácaro com a chegada do calor, o que prejudica imenso o seu desenvolvimento porque os ramos afetados têm de ser drástica e dramaticamente cortados. Esta situação aconteceu o ano passado e está em vias de se repetir...


Ontem reservei a tarde de sol para fazer o tratamento a estas três situações: a praga na Roseira trepadeira que tenho à frente da cozinha, o ácaro da sebe e a invasão das infestantes. Devo dizer que apesar do trabalho que dá são momentos que conseguimos aproveitar o que de melhor estes dias têm para nos dar: ar livre, contacto com a natureza e interação lúdica e descontraída, com as crianças.
No que diz respeito às roseiras optei por uma "receita" que a minha mãe recomendou e que mais tarde o jardineiro que vem cá fazer as podas mais complicadas confirmou a sua eficácia: um tratamento à base de sabão azul. Para além de ser eficiente e económico, é pouco prejudicial ao meu ambiente e às plantas. E no caso das roseiras as melhoras têm sido rápidas e visíveis (não foi a primeira vez que apliquei o tratamento).

A sebe, no entanto, é o que me tem preocupado mais: ainda mal chegou o calor e as suas folhas já estão a ficar amarelas, sintomas que eu conheço dos anos anteriores e que sei que se não tomar medidas rápidas os ramos acabarão por secar. 

Lembrei-me, então, de experimentar essência de tea tree ou árvore do chá. Para quem não conhece esta essência ela provém do arbusto Malaleuca, uma planta nativa da Austrália que possui propriedades antiinfeciosas, antiinflamatórias, antisépticas, antivirais, bactericidas, cicatrizante, expectorante, fungicidas, parasiticidas e imunoestimulantes. Eu uso esta essência para fazer produtos caseiros e ecológicos de limpeza (sobre isto falarei noutro post) mas sei que é usada em produtos de cosmética e também para questões de saúde. Por isso lembrei-me de aplicar esta essência na água com o sabão azul. Mal certamente não fará (digo eu!)...
Em 1/2 litro de água dissolvi sabão azul até a água ficar bem esbranquiçada, depois adicionei umas 4 a 5 gotas de essência de tea tree, coloquei num recipiente com pulverizador e pulverizei a sebe com esta solução. Pretendo repetir o mesmo processo nos próximos dias. Vamos esperar por bons resultados. Enquanto isso, se alguém souber aconselhar-me a este respeito eu ficarei muito agradecida...





Quanto às daninhas, bem aqui não há muito a fazer é mesmo pegar na enxada, ganhar coragem e literalmente cortar o mal pela raiz. Por estes lados elas não brincam em serviço: têm raízes tão fortes e profundas que não consigo simplesmente arrancá-las. Depois é reuni-las num monte, deixar secar ao sol para morrerem e colocá-las no compostor.




E depois? Depois ainda restou tempo, nestes dias que começam a ser compridos e solarengos, para explorar o jardim com as miúdas. E normalmente a domesticação de caracóis são a sua atividade preferida, tal como eu fazia em criança...



sábado, 12 de abril de 2014

Um bolo de chocolate especial (sem glúten, claro!)


Hoje a receita sem glúten não é minha, nem fui eu que a fiz ou experimentei para vos dizer como correu. Hoje deixo-vos a referência de um bolo de chocolate sem glúten realizado pela  autora do blog Be nice, make a cake da Rosa Cardoso que já há algum tempo faz parte da minha lista de blogs. Tive oportunidade de conhecer a Rosa pessoalmente num daqueles acasos do destino: sentámo-nos ao pé uma da outra numa formação (que nada tinha a ver sobre o tema) e ao final de poucas horas percebemos que ambas tinham a paixão pela cozinha e partilhavam as suas experiências num blog (são estas coincidências que às vezes nos fazem pensar que as coisas não acontecem por acaso). Quando cheguei a casa e fui espreitar pela primeira vez fiquei de imediato impressionada: as fotografias são extraordinárias e já tenho algumas receitas em lista de espera para experimentar. Passou a ser uma das minhas referências e inspirações, como já devem ter tido oportunidade de ver se consultaram a minha lista de blogs.
Quanto ao bolo de chocolate que a Rosa apresenta posso dizer-vos que está uma verdadeira tentação, para além de ter tido o cuidado de fazer recomendações importantes para quem se aventura nas receitas sem glúten: eu não fui tão bem sucedida nas primeiras vezes que experimentei receitas com farinhas sem glúten...
Hoje deixo-vos esta sugestão com um sincero sentimento de agradecimento e admiração pela Rosa, no seu post, ter recomendado o meu blog (ainda tão recente e ainda numa fase que eu considero experimental  na procura da sua própria identidade). Espero que experimentem a receita e que vos seja útil como ela própria o diz.