sexta-feira, 14 de março de 2014

Porque a tradição ainda é o que era...


 ...ontem o jantar foi salada de grão-de-bico-com bacalhau. Já aqui falei várias vezes que as leguminosas voltaram à minha alimentação quando procurei adquirir hábitos mais saudáveis e recuperar alguns que tinha em criança. Comer grão-de-bico foi um deles. Mas não de lata, atenção, compro seco e biológico. Se experimentarem vão ver que não é nenhum bicho de sete cabeças. Muito pelo contrário: é lembrarmo-nos de colocá-lo de molho na véspera e depois deixar cozer durante aproximadamente 45 minutos. Podemos, entretanto, fazer outras coisas ao mesmo tempo como dar atenção às crianças ou tarefas domésticas que estejam em atraso.
Desta vez optei fazê-lo com bacalhau (desfiei-o depois de cozido), ovo cozido (coloquei-o juntamente com o grão-de-bico nos últimos 15 minutos da cozedura), cebola crua e salsa bem picada (como manda a tradição bem portuguesa) e claro, tudo bem regadinho com azeite de qualidade no final.
A única alteração que fiz foi cozer juntamente alga Kombu, algo que aprendi da cozinha macrobiótica: facilita a cozedura das leguminosas e torna-as mais macias. Esta alga é um produto muito saudável: segundo a pesquisa que fiz é rica em minerais como fósforo, cálcio, sódio, possui grande quantidade de iodo - mineral que não existe fora do mar – e por isso é utilizada na medicina natural. Contém, também, ácido algínico, que atua na limpeza dos intestinos ao atuar na eliminação das toxinas que existem na parede do cólon. Fica a dica!
Confesso que cada vez mais tento não misturar leguminosas com outra fonte de proteína (carne ou peixe), porque parece-me (apesar de ser um hábito da cozinha portuguesa)  ser excesso de proteína numa mesma refeição e penso que não haverá necessidade disso (corrijam-me se estiver errada). Custa-me cada vez mais misturar feijão com carne, por exemplo. Mas desta vez apeteceu-me mesmo reproduzir um prato típico português e por isso escolhi o velho bacalhau (ainda hoje estou para perceber o porquê dos portugueses terem escolhido um peixe que não nada nos nossos mares - mais uma vez corrijam-me se estiver errada - como o favorito para estar na mesa).

As miúdas, como sempre adoraram porque, como já é hábito, tudo o que tenha leguminosas marcha em grande velocidade cá em casa.


quarta-feira, 12 de março de 2014

A charmosa couve romanesco


Experimentei-a pela primeira vez a semana passada. Sem grandes floreados ou cozinhados, simplesmente cozida a vapor e fiquei rendida ao seu sabor. Depois de cozida foi só salpicá-la com um fio de azeite e ervas aromáticas (orégãos e tomilho).
As minhas filhas também comeram bem, disse-lhes que eram coroas de rainha e elas ficaram fascinadas... 
Achei-a também tremendamente fotogénica (até com as minhas péssimas competências de fotografia). Acho que é uma couve bonita (pertence à família da couve-flor e dos brócolos) e na sua geometria um exemplo de como a natureza é, de facto, perfeita. Aconselho vivamente:
 



Devo confessar que o legume é tão perfeito que fiquei com pena de arranjá-lo para cozê-lo.
 Experimentem, tenho a certeza que irão gostar.


segunda-feira, 10 de março de 2014

Empadas sem glúten


No passado domingo decidimos fazer um piquenique e despedirmo-nos do inverno na Serra da Estrela. Ainda tem muita neve nesta altura do ano mas já sem risco de apanharmos um nevão: é uma boa altura para mostrar a neve às crianças. Como queria uma refeição prática mas que contivesse os nutrientes importantes (atendendo que seria uma refeição sem sopa), lembrei-me de fazer empadas de carne, com cogumelos e legumes (cebola, cenoura, brócolos e espinafres). Foi a primeira vez que fiz empadas individuais sem glúten mas correu muito bem. Fiz a olho sem dificuldade nenhuma, o que indica que já começo a ter mão na massa sem glúten. A farinha que usei foi de milho branco e amarelo (biológicas) e um pouco de farinha própria para celíacos à base de milho também (no entanto, como expliquei aqui e aqui, é uma farinha que não tenciono voltar a comprar porque não é biológica e pretendo aos poucos habituar-me a usar as farinhas de proveniência biológica).
De resto foi um dia muito bem passado e diferente, tanto para elas como para nós. Aqui ficam as fotos:




Adicionei os espinafres no recheio já depois de o tirar da Bimby para não ficarem demasiado cozidos e misturei-os mesmo inteiros (as folhas, claro).

 


Para a próxima recorro à técnica do pires da chávena de chá para cortar a massa em círculos. Assim asseguro-me que ficam todas iguais...


Depois de assadas.

 
As miúdas adoraram e nem falaram nas folhas dos espinafres. Não ficou nenhuma para contar história. E se mais houvesse...

Depois na neve foi assim...

sexta-feira, 7 de março de 2014

Estamos todos a precisar deste post II



E no seguimento deste post, ontem foi possível fazer uma pausa com uma caminhada aproveitando o sol que, parece, veio para ficar (pelo menos nos próximos dias). 
Hoje parece-me que não será muito diferente: as janelas da casa já estão escancaradas, as redes mosquiteiras corridas (os insetos já pululam no ar) e após meia hora de ioga na varanda que dá para o jardim, regado pelo sol matinal, não resisti em deixar-vos as fotos do passeio de ontem, desta vez com banda sonora. Espero que gostem. Namaste!