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quinta-feira, 19 de junho de 2014

A entrevista a Colin Campbell: "Se comermos alimentos de origem animal, aumentamos o risco de doenças"

Hoje trago-vos mais uma entrevista que me parece importante ler. Não saiu em nenhuma revista de alimentação saudável ou de nenhum instituto de medicina ou alimentação alternativa. A entrevista a Colin Campbell saiu no Público, para quem quiser ler e informar-se, já não há desculpas. Professor de Bioquímica Nutricional na Universidade de Cornell, onde se doutorou em nutrição, bioquímica e microbiologia. Coordenou, nos anos 80, o que ficou conhecido, infelizmente por poucos no que diz respeito ao público em geral, como o estudo da China que pretendeu fundamentalmente estudar a relação entre a alimentação, estilo de vida e doenças degenerativas modernas, realizado pelas Universidades de Cornell, Oxford, com o apoio da Academia Chinesa de Medicina Preventiva. 
E já agora: não, não eliminei totalmente da nossa dieta a carne, o peixe e os ovos (à exceção da carne de porco que eliminei recentemente, por completo, da nossa dieta). De resto, como já escrevi aqui, só compro carne de produção extensiva e/ou biológica no caso de carne de vaca, frangos biológicos e ovos de pequenos produtores que conheço. Mas reduzi-os substancialmente, alternando essas refeições por refeições vegetarianas. Quanto ao leite de vaca, estamos em processo de substituição gradual por alternativas vegetais.
E dos meus leitores, quem já tinha conhecimento deste estudo? Gostaria de saber a vossa opinião sobre esta matéria e discuti-la convosco...Deixo-vos o link da entrevista para que possam ler.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Alimentação saudável para crianças: as dicas da Suzy



Susy é uma health coach que dá dicas preciosas a mães que querem adotar hábitos de alimentação saudável e alternativa da que encontramos normalmente nos locais de compra habituais. Conheci-a através do blog Papacapim, um blog que comecei a seguir avidamente. Ao ler esta entrevista que a autora do blog fez à Susy, identifiquei-me com muitas das suas ideias e descobri outras que certamente adotarei no meu dia a dia... Embora muitos dos hábitos alimentares que ela refere não os pratique (ainda?) cá em casa, identifiquei-me bastante com outros, nomeadamente no que diz respeito ao consumo de produtos industrializados e açucarados, ou com a sua descrição como normalmente as outras crianças estranham as "gulodices" que ela faz para o filho que por sua vez adora comê-las. Acontece exatamente com as minhas... Também achei interessante o desabafo relativamente à pressão social que muitas vezes quem opta por alternativas alimentares é alvo (às vezes o argumento do "fundamentalismo" cansa-me tanto!). Eu sinto exatamente o mesmo no meu dia-a-dia.
Mamãs (e pessoas em geral), vale a pena ler: Alimentação saudável para crianças: as dicas da Suzy

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Interdito na minha cozinha: óleos vegetais refinados




Já há algum tempo não fazia um "Interdito na minha cozinha...". Sei que não são posts muito populares mas ainda assim considero-os importantes porque alertam, informam e talvez façam pensar. Desta vez trago um produto que deixei de usar na minha cozinha (até mesmo “nas ocasiões especiais”) e substituí por outro bem mais saudável: o óleo refinado pelo óleo prensado frio.
Já é mais ou menos consensual que os óleos deverão ser de origem vegetal (girassol, amendoim, milho, gergelim e até o nosso azeite) por serem ricos em ácidos gordos ómega  3 e ómega 6. Estes ácidos gordos, que o nosso corpo não consegue produzir e por isso deverão ser consumidos através da nossa alimentação, são essenciais ao crescimento e reparação do organismo, em detrimento dos óleos de origem animal que têm um elevado teor de gorduras saturadas e que provocam inúmeros problemas cardiovasculares.
aqui e aqui falei de como conhecer, ainda que muito por alto, os princípios da alimentação macrobiótica foi importante na alteração dos meus hábitos alimentares. Foi ao ler este artigo do Francisco Varatojo que me chamou a atenção para esta questão: pelos vistos não bastava escolher um óleo de origem vegetal, mas o seu processo de fabrico também é determinante. Fiquei a saber que os óleos podem sofrer dois tipos de processamento (se assim podemos chamar): a pressão a frio e a extração a altas temperaturas recorrendo a solventes químicos à base de petróleo, esta segunda, como já seria de esperar, diz respeito ao processamento da maioria dos óleos existentes no mercado.

Esta questão, nova para mim, muito me intrigou e por isso pesquisei mais sobre o assunto. Nessa altura descobri que o processo de refinamento industrial dos óleos vegetais não só altera a estrutura química CIS, normal dos ácidos gordos essenciais, provocando o aumento dos níveis mais altos dos ácidos gordos TRANS, anómala e responsável pelo aumento do nível sanguíneo do mau colesterol (LDL) e triglicerídeos, como remove importantes elementos e agentes protetores naturais, como sais minerais e a vitamina E. Quando ocorre uma alteração e perde-se essa ligação CIS, descaracteriza-se a natureza essencial dos ácidos gordos tornando-os ineficazes para a sua função biológica como o efeito anti-inflamatório, a manutenção da pressão arterial, a prevenção da diabetes e até de alguns tipos de cancro. Neste sentido, estamos a comprar um produto que pensamos ser mais saudável, por ser de origem vegetal, mas que na verdade o seu processo de refinamento industrial anulou os seus benefícios para a nossa saúde. Reparem que este processamento refinado aumenta a produção final dos óleos, aumenta o prazo de validade do que a do óleos extraídos por pressão a frio, o que traz mais vantagens… para o produtor e para quem os comercializa.
A outra alternativa de extração dos óleos vegetais é a pressão a frio, na qual as sementes são prensadas uma única vez sem utilização de nenhum tipo de solvente ou calor. Só assim é garantida a manutenção da composição original das sementes e consequentemente dos ácidos gordos essenciais, tão importantes para a nossa saúde.
Por estas razões que descrevi anteriormente, a minha escolha passou a ser óleo de girassol e azeite biológicos que no rótulo contenha a informação “prensado a frio”. Ah e já agora: produtos alimentares processados que no rótulo ou na lista de ingredientes encontrem os termos "gordura vegetal hidrogenada", contêm este tipo de gorduras altamente refinadas. Vai tudo dar ao mesmo...

quinta-feira, 6 de março de 2014

Interdito na minha cozinha: Colas e afins



  in http://caroldaemon.blogspot.pt/2013/09/refrigerante-caseiro.html                                                                  


Outro produto proibido na minha cozinha são os refrigerantes, principalmente as Colas. Por onde começar a lista dos malefícios destes produtos? Melhor será enumerar as vantagens de os consumir: nenhuma! Estão a ver? Bem mais fácil e simples...embora pouco informativo, por isso, aqui vai: 
Os refrigerantes provocam osteoporose, devido ao aumento da acidez do sangue provocado pelo ácido fosfórico presente neste tipo de bebidas. O organismo para neutralizar a acidez utiliza o cálcio dos ossos. Este componente também prejudica as funções renais e musculares provocando o envelhecimento precoce.
Os refrigerantes provocam diabetes, doença cardiovascular, cáries, obesidade (nomeadamente infantil) e insónias (alteração do ciclo circadiano) devido às quantidades elevadas de açúcar. Também estão associados ao aumento da pressão arterial devido à cafeína (ainda hoje estou para perceber a lógica das pessoas que não dão café, e muito bem, às crianças e depois dão Colas e afins...).
Os refrigerantes possuem aditivos químicos (para dar cor à bebida) que são tóxicos para as células e provocam cancro (nomeadamente cancro do cólon). A lista não fica por aqui mas estes parecem-me os mais importantes. 
Eu já fui consumidora acérrima de refrigerantes mas felizmente fiquei atenta aos sinais que o meu corpo deu e decidi parar. Há anos que não consumo Colas (e afins) e raramente bebo outro tipo de sumos (e muito menos o fazem as minhas filhas). Quando quero beber sumo faço de fruta natural ou limonada que sabem mesmo bem e com a garantia que não me deixam doentes.
Mas a primeira frase deste post, infelizmente, não é totalmente verdadeira: quando tenho festas em casa abro uma exceção e compro duas garrafas de refrigerantes. Faço-o porque, enquanto anfitriã, entendo que tenho obrigação que os meus convidados, que consomem este tipo de produto, se sintam bem em minha casa. Se calhar é pouco coerente da minha parte mas faço-o. No entanto, privilegio a oferta de sumos naturais, limonada e ice-tea caseiros, etc. E querem saber da melhor? Destes sumos não fica nem uma gota e as garrafas de refrigerantes (que nunca são mais do que duas) ficam a meio. Sem dúvida que é um bom sinal!
Nada do que eu digo aqui é novo. E apesar de não ter descoberto a roda, quando leio que a idade média das crianças portuguesas provarem os primeiros refrigerantes é aos 18 meses (estudo realizado em junho de 2013), percebo que a informação é importante e deve continuar a circular.