Eu sei, eu sei: os posts sobre flores e jardinagem não são muito populares por estas bandas. Mas ainda assim não resisto em partilhar convosco como estão as minhas rosas. Deixo-vos, também, com a Tori Amos, uma cantora da qual gosto muito. Feliz 1º de Maio:
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quinta-feira, 1 de maio de 2014
Abriram...
quarta-feira, 30 de abril de 2014
Frango assado com farinha de milho
À exceção do pão, nunca foi problema adaptar as receitas de salgados com farinha de milho. Se na panificação e pastelaria esta farinha esconde alguns segredos que nos obriga a ter alguns cuidados na sua utilização, nos pratos salgados não costuma ser difícil. Pelo contrário, na maioria dos casos, como nas receitas de peixe, a farinha de milho dá um sabor mais rico e uma textura mais crocante nos assados ou fritos.
A receita que vos trago hoje é um desses casos, inspirada no frango frito que os sulistas dos EUA tanto gostam mas numa versão bem mais saudável. Já não é a primeira vez que faço esta receita mas desta vez decidi dar um toque mediterrânico e lembrei-me da salva. Está bem desenvolvida na minha horta e normalmente ignoro-a: é uma erva com um sabor mais intenso do que aquelas que habitualmente uso, por isso tem de ser usada com algum cuidado e tende a ficar esquecida.
Pensei, no entanto, que neste prato iria combinar bem. O resultado foi um frango assado com farinha de milho acompanhado com esparguete de cogumelos shiitake biológicos e salva.
Frango assado com farinha de milho
Frango assado com farinha de milho
Ingredientes
1/2 frango biológico cortado aos pedaços e sem pele;
4 folhas de salva fresca;
1 dente de alho grande;
1 limão;
1/2 colher de chá de caril;
1/2 colher de chá de cominhos;
1 pitada de cravinho em pó;
1 colher de sopa (mal medida) de mel de abelhas de qualidade;
1 colher de sopa de azeite;
sal q.b.
farinha de milho biológica q.b.
Como fiz:
Comecei por fazer a uma marinada com o sumo de limão, as folhas de salva e o alho picados e os restantes ingredientes, à exceção da farinha de milho. Coloquei os pedaços de frango na marinada e envolvi-os muito bem. Reservei o frango pelo menos 30 minutos nesta marinada (se deixarem mais tempo melhor). Depois coloquei a farinha de milho num prato e envolvi muito bem cada pedaço de frango na farinha (não usei ovo porque quis mesmo sentir só o sabor da farinha de milho mas poderão fazê-lo).
Coloquei os pedaços de frango com a farinha de milho num tabuleiro de ir ao forno (coloquem papel de vegetal no fundo porque assim é mais fácil lavar o tabuleiro) e por cima, com algum cuidado para não humedecer demasiado a farinha, deitei a marinada restante. Levei ao forno pré-aquecido a 180º durante pelo menos 45 minutos (ou até aos pedaços estarem bem dourados), tendo o cuidado de virá-los para ficarem cozidos e tostados de maneira uniforme.
Esparguete com cogumelos shiitake e salva
Procuro utilizar este tipo de cogumelos com alguma frequência nas nossas
refeições (pelo menos uma vez por semana): são muito nutritivos e ricos
em proteína (com nove aminoácidos essenciais). Também têm benefícios
para o controlo da pressão arterial, redução do colesterol,
fortalecimento do sistema imunitário e segundo a pesquisa que fiz,
inibição do desenvolvimento de tumores, vírus e bactérias. Gosto muito
de utilizá-los em massas, arroz, risotto, etc., porque dão um sabor
muito agradável a estes pratos.
Ingredientes (para 4 pessoas)
300g de Esparguete de milho biológico sem glúten;
1 dente de alho;
150g de cogumelhos shiitake (podem usar outro tipo de cogumelos frescos);
3 folhas de salva;
azeite q.b.
sal q.b
Como fiz:
Coloquei numa panela água temperada com sal e quando começou a ferver deitei o esparguete para cozer. Numa frigideira salteei os cogumelos, previamente fatiados, em azeite com o alho picado e as folhas de salva até ficarem macios e a salva tostada. É importante mexer sempre bem para não queimar. Tirei do fogão e reservei os cogumelos numa taça funda. Quando o esparguete estava al dente, com a escumadeira passei o esparguete para a taça com os cogumelos. Envolvi tudo muito bem e reguei com um pouco de azeite. Servi de imediato como acompanhamento do frango assado com farinha de milho.
Perdoem-me a qualidade desta última foto, mas nesta altura já o caos estava instalado na cozinha com duas terroristas a exigirem comida...
Da próxima vez tenho mesmo que colocar papel vegetal no fundo do tabuleiro, assim não terei o trabalho de o lavar. Espero que gostem desta sugestão: cá em casa fez muito sucesso.
sábado, 26 de abril de 2014
E como vai o yoga?
Recentemente senti necessidade em voltar a
praticar uma atividade física regular: tenho um problema de coluna relativamente
acentuado e desde que tive as minhas filhas que as atividades que praticava
ficaram para trás. Quem tem filho(a)s pequeno(a)s sabe o quão difícil é
conciliar uma atividade física regular com todas as tarefas diárias. No
entanto, ultimamente começava a ter sinais de que precisava de fazer alguma
coisa a nível osteomuscular porque as dores estavam a aumentar, mais do que em
mim já é habitual. Claro que toda a gente aconselha-me a natação e eu sei que
de facto é o exercício físico por excelência para quem tem problemas de coluna.
Mas e apesar de adorar nadar, detesto todo o ambiente de uma piscina
artificial: o cheiro a cloro, o não podermos pôr o dedo mindinho fora do
chinelo sob pena de apanharmos pé-de-atleta e convenhamos, mesmo com o recinto
e a água aquecidos não é uma atividade agradável para se fazer no
inverno.
Há sensivelmente quatro meses atrás o meu marido,
que também começa a sentir-se algo enferrujado, propôs-me tentarmos fazer yoga.
Eu achei que era de aproveitar que a sugestão viesse dele, ainda que um puco
incrédula se iríamos mantermo-nos motivados ao longo do tempo. O que e certo é
que já lá vão quatro meses e continuamos a frequentar as aulas religiosamente
(salvo seja!). Para além disso, eu sempre que posso pratico em casa (nesta parte
ele já não alinha) e até tenho ensinado algumas posições mais fáceis às miúdas
que acham piada quando me veem nas diferentes posições, ou a fazer mantra:
Quando acordo de madrugada e já não consigo
voltar a dormir (algo frequente em mim), opto por praticar yoga: diminui-me o
stress por não conseguir dormir e sinto-me melhor ao começar o dia desta forma.
Claro que o ideal seria adquirir a rotina de acordar mais cedo para praticar yoga
mas isso, estou muito longe de alcançar. No entanto, sempre que o tempo o permite, sinto-me muito bem em praticar yoga no
jardim, apesar do piso não ser o melhor para algumas posições. Lá, o contacto com
a natureza enquanto tento atingir equilíbrio físico e mental, para mim, faz
todo o sentido.
Apesar de ainda ser uma
principiante e confundir-me com alguns pormenores das posturas (como qual é a
perna e o braço que estica ou dobra, etc.), sinto que estou muito melhor a
nível osteomuscular e as dores melhoraram imenso. Para além disso, voltei a ter
mais elasticidade, algo que tinha perdido com o tempo: estávamos mesmo a ficar
perros!
Mas fazer yoga não é apenas praticar posições, exige também algum estudo e
conhecimento do que estamos a fazer. E neste campo somos mesmo novatos.
Trata-se de algo muito complexo, com várias disciplinas técnicas: não vou falar aqui
de todas (espero falar mais detalhadamente sobre cada uma delas à medida que
for evoluindo na minha prática), mas um pouco sobre as que tenho praticado mais nas
aulas e que, para já ,consigo perceber melhor:
Com o asana procuramos a
estabilidade física e mental, através do domínio das diversas posições físicas
firmes e confortáveis, envolvendo o físico, emocional e mental. Nestas posições
envolvemos o sistema muscular e osteoarticular, glandular e abertura dos canais
energéticos (nadies). Existem posições muito complexas que exigem elasticidade e concentração para as conseguir concretizar já muito avançadas. No entanto, o yoga não é só posições estranhas e complicadas. Mesmo as mais simples, que facilmente dominamos desde início, fazem toda a diferença a nível físico e até mental.
Com os diversos tipos de pranayamas pretende-se
ganhar consciência da função respiratória, adquirindo assim mais energia,
vitalidade e melhor distribuição dessa energia por todo o corpo. A respiração é
essencial para a concentração e meditação, além de ser benéfica para a saúde e
bem-estar geral. São vários os tipos de pranyama
e que são praticados dependendo da fase de evolução do praticante (eu ainda
estou na fase de adquirir consciência dos movimentos da respiração abdominal).
O mantra diz respeito à repetição de
sílabas em sânscrito (uma das vinte e três línguas oficiais da índia, com uso
litúrgico, hinduísmo, budismo e jainismo), com ou sem musicalidade, que
vocalizadas corretamente despertam níveis superiores de consciência (técnica
que eu estou longe de conseguir apesar de gostar de o fazer). Quando feito
corretamente, origina uma frequência vibratória sonora que
distribui a energia por todo o corpo, purificando os canais energéticos (nadies)
e preparando a mente para a meditação.
O processo de meditação é no fundo um
conjunto de patamares, que se vão atingindo ao longo do nossa própria evolução
da prática de yoga: Pratyhara (Interiorização), Dharana
(Concentração) e Dhyana (Meditação). Se a nível físico tenho sentido
muita diferença desde que começamos a praticar, a nível mental e psicológico
penso que a caminhada será bem mais longa. Tanto eu como o meu marido sentimos,
ainda, muita dificuldade em nos concentrarmos no momento da meditação: não
consigo mesmo abstrair-me do que se passou ao longo do dia ou do que tenho para
fazer no dia seguinte.
Como referi anteriormente, muito mais haveria para para
dizer, nomeadamente sobre outras disciplinas técnicas que não falei
porque ainda não tive oportunidade em praticá-las. Mas o que vos posso assegurar é
que desde logo comecei a sentir diferença
ao nível da elasticidade muscular e as dores diminuíram consideravelmente. Porque
não experimentar?
segunda-feira, 21 de abril de 2014
Páscoa
Desde
que me tornei responsável por alimentar a prole cá da casa deixei de ter tempo
para me sentar a ver os clássicos como o Ben-Hur ou o Quo Vadis que normalmente passam na televisão nesta quadra festiva.
Esta Páscoa não foi exceção: casa cheia no domingo, crianças a correr de um
lado para o outro e mesa farta. Tudo isto exige tempo, planeamento e claro,
trabalho. Mas quando temos à mesa a família reunida e a certeza que estamos a
gerar recordações e boas referências para as nossas crianças, sentimos que vale
mesmo a pena.
Este ano
optei por assar borrego que como disse no post anterior foi encomendado a um
pequeno produtor de agricultura biológica perto de Tondela. É costume dizer que o borrego e o cabrito devem ser temperados com as aromáticas
que coexistem no pasto. Eu acho esta ideia
interessante e com algum sentido. Independentemente de ter fundamento ou não
sempre que cozinho este tipo de carne abuso sempre das ervas aromáticas, em
detrimento das especiarias. E, claro, bem regado com azeite biológico de qualidade.
Assim, de véspera temperei o borrego (aprox. 1,500 kg) com:
- 2 cebolas cortadas às rodelas
- 4 dentes de alho pisados;
- um molho de salsa;
- um molho de coentros;
- um molho de alecrim;
- orégãos e tomilho;
- rama de cenoura (não muita);
- 1 molho de hortelã-pimenta;
A
salsa e os coentros, de um verde bem escuro como se quer, foram comprados no
próprio dia no mercado biológico.
O alecrim, a hortelã, os orégãos e o tomilho fui buscá-los
diretamente à minha horta. Ao contrário dos dois primeiros, os orégãos e o
tomilho não crescem muito, mas aquilo que consegui apanhar foi utilizado na
marinada...
- 2 copos de vinho;
- 2 alhos-franceses cortados aos pedaços (incluindo a rama);
- sumo de 2 laranjas (coloquei algumas rodelas cortadas na marinada);
- 2 colheres de sopa de mel;
- 2 colheres de chá de cominhos;
- 2 colheres de chá de caril;
- azeite biológico (muito, não vos sei quantificar ao certo, foi mesmo a olho)
- cenouras
- batatas
- sal q.b
No dia seguinte, coloquei no
tabuleiro do forno juntamente com o borrego e a marinada anterior, cenouras
(iguais a estas que são ótimas para assar) e batatas cortadas aos cubos.
Temperei com sal e levei a cozer por 1 hora no forno a 180ºC. O produtor
avisou-me que o borrego era muito tenro e não precisaria de muito tempo no
forno. Não me enganou: uma hora foi suficiente para assar bem o borrego até ao
osso, mesmo as peças mais grossas. A meio da cozedura tive o cuidado de virá-lo
e revolver os legumes para assarem de forma uniforme. O resultado final foi
este:
Ao contrário do Natal, na Páscoa
não sou de grandes enfeites pela casa, mas faço sempre questão que a mesa tenha
flores que o meu jardim me concede nesta altura. Até porque a Páscoa não deixa
de ser, também, a celebração da chegada da primavera. Quanto à sobremesa
conto-vos tudo amanhã…
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